Fiéis ao Bom Jesus

7º DIA: SEXTA-FEIRA SANTA Pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nossos irmãos

7º DIA: SEXTA-FEIRA SANTA

Pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nossos irmãos

Ambientação: O ideal seria que esse encontro orante fosse feito à tarde. Preparar um ambiente com uma ou duas velas apagadas e um crucifixo coberto com um pano vermelho ou roxo.

ACOLHIDA

Dirigente: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dirigente:
Quem puder, nesse momento, ajoelhe-se e vamos juntos meditar, em silêncio, o Mistério da Paixão e Morte do Senhor. (Os que puderem se ajoelham e todos rezam um minuto em silêncio).

Oração

Dirigente: Oremos (num instante em silêncio, os participantes apresentam seus pedidos a Deus). Ó Deus foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue, instituiu o Mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias, e santificai-nos pela vossa constante proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Todos: Amém.

OUVIR A PALAVRA

Canto
1. Eu vim para escutar tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor.
2. Eu gosto de escutar tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor.

Palavra de Deus

Do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João (19, 13-30)
Depois de interrogar Jesus, 13Pilatos trouxe-o para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado ‘Pavimento’, em hebraico ‘Gábata’. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’ 15Eles, porém, gritavam: ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’ Pilatos disse: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’ Os sumos sacerdotes responderam: ‘Não temos outro rei senão César’. 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado ‘Calvário’, em hebraico ‘Gólgota’. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: ‘Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus’. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: ‘Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’.’ 22Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, está escrito’. 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si: ‘Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será’. Assim se cumpria a Escritura que diz: ‘Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica’. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’. 27Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: ‘Tenho sede’. 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: ‘Tudo está consumado’. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

MEDITAR A PALAVRA

Leitor 1: Ao escrever sobre a paixão de Jesus, São João ressalta o reinado de Jesus: até na Cruz, Cristo é Rei e Senhor! Apesar dos sofrimentos daquele momento, Jesus é dono da situação. Ninguém está lhe tirando a vida, mas ele a doa livremente. Jesus sublima seu sofrimento, fazendo da sua morte uma entrega por todos nós. Ele nos deu vida por sua morte! Para nós, esses dias não têm sido fáceis. Nesse cenário de angústia e dor que vivemos, podemos aprender com o Mestre Jesus e sublimar nosso sofrimento. Unamos nossa dor à paixão de Cristo na cruz! Pensemos nos que mais necessitam e, através de nossa oração, ofereçamos a Deus nossas cruzes desses dias por essas pessoas.
Todos: Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão!
Leitor 2: Iluminando nossa vida: Certa vez, um missionário, em visita a uma cidade, pregava ao povo. E explicava que era preciso cada um entregar a Deus sua vida, para viver totalmente unido a Deus. E dizia que a pessoa sábia e inteligente entregava tudo a Deus, para que Deus estivesse sempre presente em sua vida, o tempo todo. No final da pregação, um caboclo, matuto lá da roça, muito interessado no assunto, foi à sacristia e disse ao missionário que aceitava o desafio e queria entregar a Deus toda a sua vida, para pertencer totalmente a Deus e viver unido a ele o tempo todo. O missionário elogiou a sabedoria daquele caboclo e fez com ele uma oração, entregando a vida a Deus. O caboclo, então, se despediu, dizendo: “Boa noite, seu reverendo. Preciso ir logo embora, porque minha mulher, a esta hora, já deve estar preocupada”. O missionário lhe disse: “Ah! O Senhor tem mulher?” “Tenho, sim, senhor,” – disse o caboclo. “Então, é preciso entregar a mulher para Deus”, retrucou o missionário. O caboclo se assustou: “Mas a mulher é minha e eu preciso dela”. O missionário explicou: “Se você quer entregar sua vida a Deus, precisa oferecer a ele tudo o que você possui, inclusive sua mulher. Senão, não vale”. E não houve jeito. Os dois voltaram ao altar, ajoelharam-se e o caboclo rezou, entregando a Deus sua mulher. Já ia saindo de novo o caboclo, quando disse: “Agora, vou-me embora, seu missionário, pois os meninos já de vem estar quase dormindo”. “Meninos?” – perguntou o missionário – “Você tem meninos?” O caboclo se assustou e disse: “Tenho, sim. São quatro meninos muito bons. São a coisa mais preciosa que eu tenho”. O missionário completou: “Pois, então, é preciso entregar a Deus os seus filhos. Deus vai querer os seus meninos também”. O caboclo ficou preocupado, pois estava entregando a Deus, além da sua mulher, os seus meninos. Mas não houve jeito. Os dois voltaram ao altar, ajoelharam-se e o caboclo entregou a Deus seus quatro filhos. E assim foi acontecendo. O caboclo, a cada vez, se lembrava de que possuía algo mais: casa, campo, cavalos, galinhas, negócios, muita coisa, enfim. E tudo isso precisava ser entregue a Deus. Até a roupa do corpo ele entregou a Deus naquele dia. Não reservou nada para si. No final, o caboclo se apavorou e perguntou: “E agora, seu missionário, que vou fazer? Tudo o que eu tinha, entreguei para Deus: mulher, filhos, casa, roça, meus animais, meus objetos, minha roupa. Agora não tenho mais nada. Que vou fazer?” O missionário, então, explicou: “Calma! Você entregou tudo a Deus. Mas Deus vai te emprestar tudo isso. Agora, tudo o que você possui não é seu. É de Deus. Mas Deus te empresta sua mulher, seus filhos, seus animais, sua casa, sua roupa, tudo. Mas é só emprestado. Por isso, você deve tratar a mulher, os filhos e todas as coisas, lembrando sempre que são de Deus. A mulher não é sua, os filhos não são seus, a casa não é sua. Tudo é emprestado e precisa ser cuidado com muito amor, porque Deus vai ficar olhando se você cuidará de tudo com carinho”. O caboclo, então, compreendeu logo o que significava entregar a vida a Deus. E voltou para a casa disposto a cuidar de suas coisas, sabendo que tudo pertencia a Deus. Ele apenas cuidava daquilo que Deus lhe havia emprestado para a sua felicidade. Essa era a verdadeira sabedoria. (Solange Maria do Carmo e Pe. Orione Silva)
Todos: Ensinai-me, Senhor, a carregar minha cruz!
Leitor 3: Vamos refletir:
1. O que temos de melhor para entregarmos a Deus? Quais são as coisas que nós estamos mais apegados e não nos desprendemos?
2. Como a paixão de Jesus nos ajuda a encarar os nossos sofrimentos?

CONTEMPLAR A PALAVRA

Dirigente: A cruz de Jesus é o maior sinal do amor de Deus por todos os homens e mulheres. Na sexta-feira santa, os cristãos têm o venerável costume de adorar o Mistério da Cruz de Cristo. Que tal nossa família aproveitar este momento orante e prestar nosso gesto de adoração ao Crucificado? Agradeçamos a Jesus pela doação de sua vida e peçamos a graça de também podermos doar a nossa vida. (Algum membro da família pega o crucifixo coberto, descobre-o, e o levanta e diz:) Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!
Todos: Vinde, adoremos!
(Coloca-se a cruz num lugar visível a todos e acende-se, ao seu lado, a(s) vela(s). Todos se aproximam e fazem um gesto de adoração, como se ajoelhar e/ou inclinar-se.)

REZAR A PALAVRA

Dirigente: Confiantes no seu amor, rezemos a Ele, com fé o Terço da Divina Misericórdia:
1. Começa fazendo o Sinal da Sagrada Cruz.
2. Rezar o Pai Nosso.
3. Rezar a Ave Maria.
4. Rezar o Credo.
5. Diga nas contas grandes da oração do Pai Nosso: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.
6. Repete 10 vezes nas contas pequenas da oração da Ave Maria a seguinte frase: Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
7. Repete 3 vezes ao terminar o terço a seguinte frase: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

DESPEDIDA

Dirigente: Rezemos juntos:
Todos: Que vossa benção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte de vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Dirigente: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

7º DIA: SEXTA-FEIRA SANTA Pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nossos irmãos
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