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“ESTUPRO CULPOSO” CAUSA REVOLTA EM AUTORIDADES E SOCIEDADE CIVIL

“ESTUPRO CULPOSO”  CAUSA REVOLTA EM  AUTORIDADES E SOCIEDADE CIVIL

O caso Mariana Ferrer ganhou o debate das redes sociais novamente durante esta semana. Em 2018, a blogueira de moda acusou o empresário André de Camargo Aranha de ter a estuprado em um clube noturno em Florianópolis. Aranha foi absolvido pela justiça no mês passado, mas na última terça-feira, 03, o The Intercept Brasil publicou uma reportagem mostrando que ele foi inocentado após o promotor declarar “estupro culposo”, o que não existe no Código Penal brasileiro. 

Além da decisão, o vídeo da audiência também mostra o advogado do empresário, Cláudio Gastão da Rosa Filho, humilhando Mariana durante o julgamento, sob a presença do promotor Thiago Carriço e do juiz Rudson Marcos. Nas redes sociais, diversas celebridades criticaram a sentença e a postura dos envolvidos. Entre elas Iza, Anitta, Deborah Secco, Bruna Marquezine e Bruna Linzmeyer. 

Pelo Twitter, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes declarou que a Justiça não pode ser utilizada como instrumento de humilhação e tortura. O magistrado cobrou que os órgãos de correição apurem a responsabilidade dos envolvidos, inclusive daqueles que se omitiram. O Senado Federal também aprovou um voto de repúdio contra o advogado, promotor e juiz, responsáveis pelo julgamento, assim que o caso veio à tona e ganhou repercussão nacional. 

Na Câmara dos Deputados, a bancada feminina cobrou um posicionamento oficial do Congresso Nacional sobre as cenas do tribunal. A primeira-secretária da Câmara dos Deputados, Soraya Santos, pediu que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, acione os órgãos de controle. De acordo com a Rede Brasil Atual, diversos grupos estão organizando o ato Justiça por Mari Ferrer, em todas as capitais do país no próximo sábado, 07, e domingo, 08.

O caso

Segundo o site Universa, que teve acesso à sentença do caso que correu em segredo de justiça,  a conclusão foi de que “não há provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória”. A investigação ouviu 22 testemunhas, além do acusado e da suposta vítima. Na defesa, Aranha confirmou o contato sexual com a jovem, mas negou ter agido de forma violenta. Antes da sentença, seis exames foram realizados, além de ação de busca e apreensão e de perícia dos equipamentos eletrônicos do acusado. 

De acordo com a defesa do empresário, a versão da influenciadora, de que teria sido dopada e abusada sexualmente é “fantasiosa”. No entanto, a família de Mariana é categórica em afirmar que os fatos que ocorreram naquela noite teriam causado sequelas psicológicas irreversíveis na jovem.  Segundo a mãe de Mari, ela chegou em casa do trabalho chorando muito, com o body e a calcinha ensanguentados

Ainda conforme a mãe da moça, a roupa que a blogueira usava estaria com forte odor de esperma. Mariana registrou um boletim de ocorrência por estupro no dia seguinte após o contato com o empresário. O esperma encontrado na roupa da jovem era compatível com o DNA do empresário paulistano André de Camargo Aranha. Em julho de 2019, ele se tornou réu do caso, investigado como estupro de vulnerável.

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