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OPERAÇÃO BLACK DELPHIN PRENDE SUSPEITO DE PEDOFILIA EM LAVRAS

OPERAÇÃO BLACK DELPHIN PRENDE SUSPEITO DE PEDOFILIA EM LAVRAS

A Polícia Federal (PF) e as Polícias Civis (PCs) de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul realizaram nesta quarta-feira,  25, a operação Black Delphin (Golfinho Negro) cumprindo 225 mandados de busca, apreensão e prisão de pessoas envolvidas com o crime de pedofilia. Um dos suspeitos, um homem de 34 anos que é técnico em Construção Civil, foi detido em Lavras, não tem ficha criminal e não teve a identidade revelada. 

Conforme a PC, com ele foram encontradas imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes, uma delas comprovadamente produzida por ele, de uma menina de aproximadamente 7 anos, que nadava nua e jogava bola apenas de calcinha. Segundo o suspeito, as imagens eram de uma criança de sua família e não foram repassadas a outros criminosos.

Além disso, a Polícia apreendeu pen drives, equipamentos de reprodução de imagens e o computador do supeito que continha um aplicativo que permite a navegação em uma rede de internet que veicula imagens de pornografia infantil e infanto-juvenil. A Black Delphin também cumpriu mandados nas cidades mineiras de Santos Dumont e Belo Horizonte, e em municípios dos demais estados. Foram encontradas pessoas que compravam e vendiam imagens de abuso infantil, sequestro e tráfico de crianças para serem abusadas.

A investigação 

Em 2018, a Polícia Civil de São Paulo, em uma ronda virtual, chegou até um homem que queria levar sua sobrinha para a Disney e vendê-la para abusadores russos, depois alegaria o desaparecimento da vítima. Após a descoberta, teve início  uma grande investigação, chegando em uma organização criminosa com tentáculos na Rússia, com indícios de uma estrutura piramidal, com distribuição de tarefas e moments chats. 

A Polícia Federal e a Civil de São Paulo infiltraram agentes em 20 comunidades na Deepweb, onde localizaram mais de 10 mil e-mails e cinco nuvens  abrigadas em países do Leste Europeu, que serviam exclusivamente para armazenar imagens de abusos infantis. Em 2019, a investigação localizou o “nick name” de um provável chefe da organização criminosa, com endereço no Brasil. 

O perfil ridicularizava as leis brasileiras e dizia que apenas um presídio na Rússia, o Black Dolphin, destinado a criminosos de altíssima periculosidade e que cumprem prisão perpétua, poderia segurá-lo. Neste ano, o suposto chefe da organização foi identificado com um perfil machista, autoritário e possessivo. Um inquérito foi instaurado em São José do Rio Preto (SP) e distribuído para a Vara da Infância e Juventude, com autorização judicial de  quebra de sigilos telemáticos e de mandados de busca e apreensão.

Fonte: Jornal de Lavras

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