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UM PAÍS FALIDO: INTERIOR DA VENEZUELA VOLTA A USAR LENHA POR FALTA DE GÁS

O declínio socioeconômico, com acentuado crescimento da pobreza, inflação, criminalidade e fome: esse é o resultado da política de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

“O abastecimento de gás na capital, Caracas e em todo o resto da Venezuela são irregulares ou inexistentes, e os preços praticados pelo mercado clandestino é absurdo e inviável para a maioria dos habitantes…”. É o que relatou Kira Pimentel, moradora de Maracay, na região central do país, em entrevista para a BBC.

Com a crise econômica enfrentada, a comercialização de lenha voltou a ser uma realidade para os venezuelanos. A deterioração do setor energético no país que já foi uma das maiores potências petrolíferas do mundo, e é o oitavo em reservas de gás natural em todo o planeta, e o primeiro em reservas de petróleo, contrasta com tantas riquezas naturais e a miséria que assola o país.

Além da escassez de alimentos, a Venezuela enfrenta uma árdua crise de abastecimento, e há meses convive com a falta de gasolina.

Pimentel acrescentou ainda em sua entrevista que “é um atraso, você tem que ficar suportando o calor do fogo, fumaça nos olhos. Isso chega ao nariz e dói. A gente fazia comida rápido na nossa cozinha (com gás). Agora não, isso mudou “.

Desde a eleição de Hugo Chávez, em 1998, a Venezuela vem em uma queda irreparável de sua economia, que vem declinando ainda mais a cada dia, com a posse de Nicolás Maduro, que assumiu o poder do país após a morte de Chávez, em 2013.

“No passado, fazíamos sancochos (cozidos com legumes e carne) na lenha porque gostávamos do sabor. Isso era apenas por prazer, não por falhas no fornecimento de gás como acontece agora. Um país petrolífero e não há gás, não há gasolina, não há nada. Éramos ricos, a Venezuela era rica”, reclama Kira Pimentel enquanto coloca um pouco de óleo no fogo que está acendendo no quintal de sua casa para cozinhar.

Segundo a câmara industrial estatal da Venezuela, há cerca de dez anos, eram 1.500 empresas instaladas no país, mas ao fim de 2019 eram menos de 300 em funcionamento. O reflexo do governo esquerdista levou o país sulamericano à miséria e falência em patamares onde não existe sequer esperança ou previsão para uma retomada de sua economia.

Fonte: BBC

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